O primeiro caso de infeção por Candida auris em Portugal foi identificado em 2022 pelo Laboratório Nacional de Referência de Infeções Parasitárias e Fúngicas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), esclareceu hoje aquela instituição.
O esclarecimento surge na sequência de notícias divulgadas a 13 de janeiro por vários órgãos de comunicação social, que referiam a identificação, em 2023, dos primeiros casos de Candida auris em Portugal por uma equipa de investigadores liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Segundo o INSA, a evidência científica relativa ao primeiro caso encontra-se documentada no artigo científico “Candida auris in Intensive Care Setting: The First Case Reported in Portugal”, publicado em agosto de 2023 na revista Journal of Fungi.
A instituição adianta ainda que o caso descrito nessa publicação não foi único, tendo o Laboratório Nacional de Referência confirmado, entre 2022 e 2025, casos anuais de infeção por Candida auris em amostras clínicas provenientes de vários hospitais públicos das regiões de saúde do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo.
As estirpes identificadas foram submetidas a métodos laboratoriais avançados, incluindo identificação molecular direta para confirmação da espécie, determinação do perfil de suscetibilidade a antifúngicos e análise genómica através de técnicas de next generation sequencing, para uma caracterização mais detalhada.
Embora Candida auris não integre a lista de microrganismos de declaração obrigatória no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, o INSA refere que os casos identificados são reportados ao Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência a Antimicrobianos da Direção-Geral da Saúde, sendo posteriormente comunicados às instituições europeias competentes, nomeadamente ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.






















