O agravamento das condições meteorológicas previsto para os dias 12 e 13 de fevereiro coloca a Grande Lisboa sob risco acrescido de cheias, derrocadas e perturbações na circulação, segundo informação do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Grande Lisboa.
De acordo com a previsão, esta quarta-feira, 12 de fevereiro, será marcada por períodos de chuva a partir do final da tarde, por vezes forte, acompanhada de vento de oeste/sudoeste até 30 quilómetros por hora, podendo atingir 45 km/h nas terras altas e intensificar-se no final do dia na faixa costeira, com rajadas entre 70 e 80 km/h.
Para quinta-feira, 13 de fevereiro, estão previstos períodos de chuva persistente e por vezes forte, passando a regime de aguaceiros a partir da manhã, que poderão ser acompanhados de granizo e trovoada. O vento soprará de sudoeste, rodando para noroeste, com velocidades até 50 km/h no litoral e nas terras altas, e rajadas que poderão alcançar 80 km/h no litoral e até 100 km/h nas zonas mais elevadas.
As autoridades alertam que os principais riscos associados a esta situação incluem cheias rápidas em meio urbano, galgamentos em zonas ribeirinhas, instabilidade de vertentes e derrocadas, quedas de árvores e de estruturas, bem como constrangimentos na circulação rodoviária e ferroviária.
Face a este cenário, a Proteção Civil recomenda à população a adoção de medidas preventivas, nomeadamente a limpeza de sarjetas, caleiras e sistemas de drenagem, a não deposição de resíduos que possam obstruir o escoamento das águas e a retirada de viaturas e bens de zonas habitualmente inundáveis. É ainda aconselhado evitar a circulação em locais suscetíveis a alagamentos.
No que respeita ao risco de cheias em rios e ribeiras, é recomendado o afastamento de pessoas, animais e bens das zonas ribeirinhas, a não travessia de áreas inundadas, mesmo que a água pareça pouco profunda, e o cumprimento rigoroso das indicações das autoridades.
A chuva intensa poderá também aumentar o risco de deslizamentos de terras e quedas de árvores ou pedras, sobretudo em zonas de maior declive, pelo que a Proteção Civil apela a uma atenção redobrada junto de taludes, encostas e arribas, aconselhando a comunicação imediata de situações de risco aos serviços municipais.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, todos os meios de resposta encontram-se em estado de prontidão, estando assegurado o acompanhamento contínuo da situação e a intervenção rápida sempre que necessário. Novas informações serão divulgadas em função da evolução das condições meteorológicas.
Mais informações podem ser consultadas nos sítios oficiais da ANEPC, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Agência Portuguesa do Ambiente.
























