A reabilitação do Rio Lizandro e dos seus afluentes vai avançar no concelho de Mafra, na sequência da assinatura de um protocolo de colaboração técnica e financeira entre a Câmara Municipal de Mafra e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no âmbito do programa “Água que Une – Ações de Reabilitação e Restauro de Rios e Ribeiras (ProRios 2030)”.
O acordo prevê a realização de um conjunto de intervenções ao longo de cerca de 11,5 quilómetros das margens do Rio Lizandro e dos seus afluentes, o Rio Pequeno e a Ribeira do Boco, com o objetivo de melhorar a qualidade ambiental, reforçar a segurança face a cheias e valorizar o corredor ribeirinho.
Segundo informação do município, o projeto adota uma abordagem integrada, centrada na recuperação ecológica, na proteção dos recursos naturais e na sustentabilidade dos ecossistemas fluviais. Está prevista a melhoria do estado ecológico e hidromorfológico das linhas de água, bem como o reforço da segurança e da funcionalidade do corredor ribeirinho.
As intervenções irão privilegiar soluções de engenharia natural, incluindo a renaturalização e estabilização das margens e a criação de zonas de inundação controlada, com o objetivo de assegurar um escoamento mais equilibrado em períodos de precipitação intensa e de seca.
O projeto inclui ainda ações de controlo de espécies invasoras e de recuperação e preservação dos habitats naturais e da biodiversidade local, com particular incidência nas espécies piscícolas de elevado valor conservacionista e com estatuto de ameaça.
A intervenção é financiada pela Agência Portuguesa do Ambiente até ao valor máximo de 550 mil euros e integra o ProRios 2030 – Programa de Ação para o Restauro Ecológico de Rios e Ribeiras, uma estratégia de âmbito nacional promovida pelo Ministério do Ambiente e Energia, que apoia projetos de reabilitação fluvial em todo o país.






















