A Autoridade Marítima Nacional (AMN) registou 17 vítimas mortais, 868 salvamentos e 1.606 ações de primeiros socorros nas praias portuguesas entre 1 de maio e 31 de julho, segundo dados divulgados no balanço dos primeiros três meses da época balnear de 2026.
Dos 17 acidentes mortais registados, 12 tiveram como causa provável o afogamento e cinco estiveram associados a doença súbita.
A maioria das mortes ocorreu em praias ou zonas não vigiadas. Foram registados oito acidentes mortais em praias não vigiadas, quatro em praias marítimas fora da época balnear e, por isso, sem vigilância à data dos acidentes, e dois em outras zonas marítimas não vigiadas.
Nas praias marítimas vigiadas foram registados três acidentes mortais, todos por afogamento.
De acordo com a AMN, os acidentes mortais em praias vigiadas ocorreram em 11 de junho, na Praia do Peneco, em Albufeira, em 27 de junho, na Praia de São Rafael, também em Albufeira, e em 21 de julho, na Praia do Ourigo, no Douro.
Nas zonas não vigiadas, foram registadas ocorrências em praias marítimas e em zonas fluviais ou lacustres. Entre os locais identificados encontram-se a Lagoa de Albufeira Interior, em Setúbal, as Azenhas do Guadiana, em Mértola, a Ilha Morraceira de Lanhelas, em Caminha, a Praia do Cabeço, em Vila Real de Santo António, a Praia de Porto Dinheiro, em Peniche, e a Praia de São Torpes Sul, em Sines.
A AMN registou ainda quatro mortes em praias marítimas fora do período de vigilância balnear, na Praia do Molhe Leste, em Peniche, na Praia do Dragão Vermelho, em Lisboa, na Praia de Bitetos, no Douro, e na Praia do Ourigo, também no Douro.
Foram igualmente registados dois acidentes mortais por afogamento em áreas portuárias do rio Douro.
No mesmo período, foram realizados 868 salvamentos e prestados 1.606 socorros, segundo o balanço da Autoridade Marítima Nacional.
A AMN recomenda aos banhistas que frequentem praias permanentemente vigiadas, mantenham uma vigilância constante sobre as crianças e respeitem a sinalização, as bandeiras e as indicações dos nadadores-salvadores e das autoridades.
A autoridade aconselha ainda a evitar comportamentos de risco, respeitar o período de digestão, não entrar abruptamente em águas frias e evitar a exposição solar entre as 11:00 e as 17:00.
Em caso de emergência, a AMN recomenda que não se entre na água para prestar auxílio, devendo ser alertado um nadador-salvador ou contactado o número europeu de emergência, 112.























