Iniciativa convida o público a partilhar fotografias, gravações, programas, cartas e outros testemunhos para a construção participativa da exposição «aquela moça», marcada para 16 de abril de 2027.
O Museu Nacional da Música e o CESEM — Centro de Estudos em Música da NOVA FCSH lançaram uma campanha de recolha de materiais e memórias sobre a meio-soprano Stella Tavares (1913–1995), com o objetivo de recuperar e divulgar o percurso artístico da cantora, cuja carreira internacional acabou por cair no esquecimento.
A iniciativa integra o projeto «aquela moça» e apela à participação do público através da partilha de fotografias, gravações, programas de sala, cartas, recortes de imprensa e outros materiais ou testemunhos relacionados com a cantora.
Nascida em Lourenço Marques, atual Maputo, Stella Tavares era filha de emigrantes da Covilhã e veio para Portugal ainda criança para prosseguir os estudos. Frequentou o Conservatório Nacional de Música, em Lisboa, onde concluiu o curso com a classificação máxima de 20 valores.
Apesar do reconhecimento alcançado durante a sua carreira e dos elogios da crítica, o percurso da meio-soprano foi interrompido por doença psiquiátrica, acabando posteriormente por desaparecer da memória coletiva.
Os materiais agora recolhidos irão contribuir para a construção da exposição «aquela moça», prevista para 16 de abril de 2027, data em que se assinala o Dia Mundial da Voz.
Com curadoria de Margarida Maia, investigadora do CESEM e estudante do mestrado em Artes Musicais da NOVA FCSH, a exposição resulta de uma investigação histórica inédita, atualmente em curso, dedicada à vida e à obra de Stella Tavares.
A iniciativa será também acompanhada por um recital para meio-soprano e piano, centrado no repertório ibérico interpretado pela cantora ao longo da sua carreira internacional. Parte do espólio fonográfico de Stella Tavares já foi digitalizado e deverá ficar disponível na mediateca do Museu Nacional da Música.
O título do projeto remete para «Aquela Moça», canção de Luiz de Freitas Branco interpretada por Stella Tavares em Paris, em 1946.
A designação assume agora um significado mais amplo, procurando devolver visibilidade não só à cantora, mas também a outras mulheres cujo contributo permanece ausente ou pouco representado na história da música.
As pessoas que disponham de materiais ou memórias relacionados com Stella Tavares são convidadas a contactar a equipa do projeto através do formulário disponibilizado para o efeito.
O projeto «aquela moça» é uma coprodução do Museu Nacional da Música e do CESEM — Centro de Estudos em Música da NOVA FCSH.
























