A atividade gripal em Portugal encontra-se em fase epidémica, de acordo com os mais recentes dados de vigilância epidemiológica e laboratorial referentes às semanas 51 e 52 de 2025.
No âmbito da vigilância laboratorial, nas redes sentinela, foram analisados 53 casos de infeção respiratória aguda (IRA) nas duas últimas semanas de 2025. Desses, foram detetados 36 casos positivos para o vírus da gripe e um caso positivo para o vírus sincicial respiratório (RSV). Não foram identificados casos positivos para SARS-CoV-2.
A Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios registou, na semana 52 de 2025, um total de 1 265 casos positivos para o vírus da gripe, dos quais 1 263 correspondem ao tipo A e dois ao tipo B. Entre os vírus subtipados, foram identificados 118 casos do subtipo A(H3N2) e 88 casos do subtipo A(H1N1)pdm09.
Relativamente a outros vírus respiratórios, na semana 52 de 2025, o RSV e os rinovírus/enterovírus foram os mais frequentemente detetados.
Os dados indicam ainda que a mortalidade por todas as causas se encontra acima dos valores esperados em Portugal.
No que respeita à monitorização da temperatura ambiente, na semana 52 de 2025, o valor médio da temperatura mínima do ar foi de 2,97 °C, registando-se uma descida de 3,08 °C face aos valores normais do período de referência entre 1971 e 2000.
A nível internacional, na semana 50 de 2025, verificou-se um aumento contínuo da circulação do vírus da gripe, com a maioria dos países a reportar atividade generalizada de intensidade baixa a alta e tendências crescentes. A circulação do RSV estabilizou após várias semanas de crescimento, enquanto o SARS-CoV-2 continua a circular, embora com tendência decrescente em todos os grupos etários.
Entre as semanas 36 e 44 de 2025, a linhagem XFG da variante Ómicron BA.2.86 apresentou uma tendência crescente, tendo sido identificada em 86,0% dos vírus sequenciados.
No que diz respeito às infeções respiratórias agudas graves (SARI), a taxa de incidência mantém uma tendência estável. Foram reportados 16 internamentos por gripe em unidades de cuidados intensivos, entre as 13 unidades que enviaram informação, tendo sido identificado o vírus influenza A(H3) num caso e o vírus influenza A não subtipado em 15 casos.
Relativamente ao vírus sincicial respiratório, observa-se uma tendência crescente na incidência de internamentos em crianças com menos de 24 meses.
As autoridades de saúde reforçam a importância da adoção de medidas de prevenção, nomeadamente a vacinação, a higiene das mãos, a etiqueta respiratória e a procura atempada de cuidados de saúde em caso de agravamento de sintomas.
























